Vivemos a era dos extremos: tudo ou nada!
Na educação, política e até na Cirurgia Plástica.
Há tempos atrás a “harmonização facial” ocupava lugar de destaque na mídia e na lista de desejos de muitos homens e mulheres, as próteses grandes eram muitas mulheres e, algumas vezes,
Testas brilhando de Botox, bochechas volumosas, lábios exagerados, mandíbula e mentos proeminentes compunham faces estigmatizadas e que chamavam atenção, não pela beleza, mas sim por uma estranha padronização.
Esse excesso transitou e ainda transita por nós, mas agora vive-se o momento do “vamos tirar tudo”, “preencher jamais”.
Precisamos refletir como médicos e seres humanos.
O tão desejado e difícil equilíbrio, que há de se buscar em todas as esferas da vida, na cirurgia plástica, deve ser perseguido, de forma incansável e sem exceções.
A grande questão e dificuldade é que, quando se fala em estética, assim como na moda, estilos e tendências podem ser colocados em práticas, mas não deveriam !
O médico cirurgião plástico que pratica a estética, tendo a chance de corrigir, rejuvenescer ou mesmo melhorar o que a Natureza criou não pode imprimir gostos pessoais.
Assim como um restaurador de obras de artes corrige o que o tempo ou mal uso imprimiu em um objeto, mantendo-se fiel à originalidade; o cirurgião plástico deve abster-se de autoria e preservar a naturalidade, a qual prevê algumas imperfeições e requer conhecimento técnico, bom senso e, acima de tudo, humildade.
Que possamos fugir do TUDO ou NADA e que encontremos o caminho do meio, onde podemos usufruir dos recursos que temos disponíveis, como próteses, substâncias injetáveis, tecnologias, etc fugindo dos extremos e salvaguardando o direto do paciente em não ser um outdoor de procedimentos, conferindo-lhe a opção de expôr ou não o que realizou.

