Na era da informatização é cada vez mais comum que os processos humanos sejam encurtados ou mesmo anulados.
As redes sociais, a ansiedade de resultado e a cobrança extrema pelo perfeito vem cada vez mais suprimindo a importância do processo e da história em detrimento de uma felicidade e vida perfeita pautada em breves momentos de superficialidade e rapidez.
A velocidade de comunicação e acesso à informação, que por um lado facilita a vida, por outro lado, encurta os processos e acelera o pensamento impedindo que desfrutemos de momentos simples e que tenhamos o chamada ócio produtivo.
Recentemente, a revista européia Business Week publicou uma matéria sobre o movimento Slow Europe, que vem se destacando na Europa.
A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura” gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”.
Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”.
Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Que possamos sempre, apesar da correria profissional e da vida moderna, encontrar pausas e silêncios necessários para nos conectarmos a nós mesmo, preservando nossa essência e buscando na vida real o nosso propósito.
Ainda que “navegar” nas redes sociais seja inevitável, que o nosso porto seguro seja a realidade e a verdade, acima de tudo, ainda que imperfeita!

